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From: "Luciano Evaristo Guerche" <>
Subject: RES: [BRAZIL-L] Genealogia dos Ribeiro do Valle
Date: Tue, 12 Jun 2001 01:47:37 -0300
In-Reply-To: <003501c0f200$448591e0$789ad3c8@mshome.net>


Prezado Decio Martins de Medeiros,

Conforme solicitado, segue abaixo a história da família
Moraes, conforme descrito no dicionário das famílias
brasileiras:

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Sobrenome de origem geográfica. Topônimo de Portugal. Plural
de um substantivo moral que devia ter significado
«amoreiral». O espanhol tem moral, amoreira, e o sobrenome
Morales. O substantivo desapareceu, ficando só o topônimo e
o sobrenome. Guérios derivou de Murales, muros (Antenor
Nascentes, II, 207). Do espanhol Morales, lugar onde há
amoreiras (Anuário Genealógico Latino, IV, 25). O solar
desta família é no lugar de Morais, têrmo de Bragança,
província de Traz-os-Montes, Portugal. Gonçalo Rodrigues de
Morais, senhor de muitos lugares, era descendente dos
senhores da cidade de Bragança; em 1217 deu sua ermida de
Santa Catarina aos franciscanos, quando foi a Bragança
fundar o convento (Anuário Genealógico Latino, I, 67).
Brasil: No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, a de Diogo
de Morais, n. no Rio, e fal. antes de 1721. Cas. no Rio, em
1695, com Felícia de Abreu Pereira, n. em Lisboa, e fal. no
Rio, em 1721 (Rheingantz, II, 619). Antiga e importante
família estabelecida em São Paulo, procedente, na metrópole
portuguesa, de Rui Martins de Morais, alcaide-mor de
Bragança [1321], Senhor de Morais, 3.º Padroeiro do Convento
de S. Francisco, que deixou numerosa descendência do seu
cas. com Alda Gonçalves Moreira. Foram pais de Ignez
Rodrigues de Morais, que do seu cas. com D. Mendo Esteves de
Antas, da Casa de Vimioso, descendem os Moraes de Antas, de
São Paulo. Deste último casal - Mendo e Ignêz, foi
descendente, seu quarto neto, Baltazar de Morais de Antas
[Mogadouro - a.1600], que passou para o Brasil, tornando-se
tronco de uma das principais famílias de São Paulo. Trouxe
carta de Nobreza, passada perante o Juiz de Mogadouro [Carta
11.09.1579], que foi reconhecida perante o Ouvidor Geral da
Bahia Cisme Rangel de Macedo. Em 1556 já residia em São
Paulo. Juiz Ordinário de São Paulo [1579]. Deixou numerosa
descendência de seu cas., em São Paulo, com Brites Rodrigues
Anes, filha de Joannes Annnes Sobrinho, português, Juiz
Ordinário de Santo André da Borda do Campo [1566],
Procurador do Concelho [1558 e 1562) (Leite Ribeiro, 22; AM,
Piratininga, 118; SL, VIII, 3; PT, I, 251). Seus
descendentes, ainda hoje, usam o sobrenome Morais, entre
eles, cabe registrar: I - o neto, Capitão Francisco Velho de
Morais [1599 - 1674], um dos proclamadores da Restauração
Portuguesa em São Paulo [03.04.1641], Juiz Ordinário de S.
Paulo [1658]; II - a quarta neta, Escolástica Maria de Jesus
Morais [22.12.1745, Nazaré, distrito de S. João d’El Rey, MG
- 25.06.1823, idem], que, por seu casamento, tornou-se a
matriarca da ilustre família Leite Ribeiro (v.s.), de Minas
Gerais; e III - o nono neto, Dr. Prudente José de Morais
Barros [04.10.1841, Itú, SP - 03.12.1902, Piracicaba, SP],
Presidente da República do Brasil, conforme vai descrito no
título Moraes Barros (v.s.), de São Paulo. Linha Indígena:
Sobrenome também adotado por famílias de origem indígena. No
Rio Grande do Sul, a de José de Morais, «índio», cas. em
1804, em São Lourenço, RS, com Maria das Neves, «índia» (L.º
3.º, fl.102v). Linha Africana: Sobrenome também usado por
famílias de origem africana. No Rio de Janeiro, entre
outras, registra-se a de Antônia de Morais «parda forra»,
filha de Francisco Fernandes Barreto e de Helena, «preta
forra», da Guiné; e que foi cas., 1695, RJ, com Manuel da
Costa (Rheingantz, II, 53); e a de Brites de Morais
[f.1711,RJ], «parda forra» do Capitão Luiz Vieira de
Mendanha, que deixou geração, em 1692, com o cap. Francisco
Camelo [n.Pernambuco], por onde segue o sobrenome
(Rheingantz, I, 286). No Rio Grande do Sul, entre outras,
registra-se a família de Francisco de Morais, «pardo forro»,
casado em 1792, cem Estreito, RS, com Eufrásia Maria,
«escrava». Cristãos Novos: Sobrenome também adotado por
judeus, desde o batismo forçadoà religião Cristã, a partir
de 1497. Sobrenome de algumas famílias de origem
judaicaestabelecidas no Brasil, durante o período holandês
[Pernambuco], à qual pertencem: Abraão Gabai Morais,
documentado em 1638; David Gabai de Morais, em 1637, 1639,
1641 e 1642; Jacob Gabbay de Morais, em 1648 [signatário do
estatuto da Congregação Tsur Israel, no Recife]; Manuel
Carneiro de Morais; Manuel Lopes de Morais, em 1646; e
Rodrigo Lopes de Morais, em 1646 (Wolff, Brasil Holandês,
62) (Wolff, Dic., I, 132). No Rio de Janeiro, a família do
Dr. Guilherme Gomes Mourão [1646, RJ - a.1711], advogado,
filho de Manuel Gomes Mourão, patriarca desta família de
cristãos-novos, Gomes Mourão (v.s.), do Rio de Janeiro.
Deixou geração, por onde corre o sobrenome Moraes, de seu
cas. com Branca de Morais [c.1655, Bahia - ?], que seria
possivelmente filha de Manuel Lopes de Morais e de Lourença
Coutinho. Foram pais, entre outros, do adv. Manuel Lopes de
Morais, inquirido como adepto de judaísmo em 1713. Linha
Natural: Em São Paulo, por exemplo, Antônio de Morais, nat.
de Pindamonhangaba (SP), «filho natural» de Teresa de
Moraes, foi cas. em 1828, Itajubá (MG), com Beralda, filha
de Paulo e Teresa «escravos» (Monsenhor Lefort - Itajubá).
Heráldica: I - um escudo partido: o primeiro, em campo
vermelho, uma torre de prata lavrada de negro; coberta de
ouro e rematada por um cata-vento de prata, assente sobre um
rio do mesmo aguado de azul; o segundo, em campo prata, uma
amoreira de verde, arrancada e frutada de ouro. Timbre: a
torre do escudo; II - outros: um escudo partido: o primeiro,
em campo vermelho, uma torre de prata, aberta e iluminada de
negro, firmada num pé de água; o segundo, em campo prata,
uma amoreira de verde, arrancada do mesmo. Timbre: a
amoreira (Armando de Mattos - Brasonário de Portugal, II,
39); III - Sebastião de Moraes - Brasão de Armas de
27.01.1508: um escudo partido por meio ao longo, e no
primeiro, de vermelho, uma torre de prata perfilada de
preto, assentada sobre a água de prata ondeada de azul; no
segundo, de prata, uma amoreira verde com amoras de tenado e
com as raízes sobre o campo do mesmo verde, e com sua
diferença de chefe que toma de ambas partes, e em sinais.

> -----Mensagem original-----
> De: Decio Martins de Medeiros [mailto:]
> Enviada em: domingo, 10 de junho de 2001 19:54
> Para:
> Assunto: [BRAZIL-L] Genealogia dos Ribeiro do Valle
>
>
> Algum colega tem um livro sobre a genealogia dos Ribeiro do Valle?
> Se tiver , poderia fazer a gentileza de verificar se tem alguma
> referencia a Medeiros?
> Também pediria a gentileza de indicar qualquer referencia a Moraes também.
>
> Muito grato
>
> Decio Martins de Medeiros
> São Paulo
>


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