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Archiver > PORTUGAL > 2001-08 > 0998005080
From: Francisco Antonio Doria <>
Subject: Re: [PORTUGAL-L] Fadas e nobreza
Date: Thu, 16 Aug 2001 20:38:04 -0300 (ART)
In-Reply-To: <000b01c126a3$1f6f5800$651bf6c8@default>
...e minha opinião tem, talvez, o valor de um palpite,
ou talvez de uma *educated guess*.
Na verdade, há muito tempo atrás andei traduzindo os
fragmentos relativos a Teiresías e a Athenai, porque
sempre me espantou que a Deusa da Sabedoria fosse
antes, na verdade, a Deusa da Crueldade na Guerra. Por
que isso? Tá cheio de coisa aí...
fa
--- Washington Marcondes Ferreira
<> escreveu: > Eu não tenho
opinião, no caso. Somente expressei a
> do Mattoso! ;-))
>
> ----- Original Message -----
> From: "Francisco Antonio Doria"
> <>
> To: "Washington Marcondes Ferreira"
> <>;
> <>
> Sent: Quinta-feira, 16 de Agosto de 2001 04:57
> Subject: Re: [PORTUGAL-L] Fadas e nobreza
>
>
> >
> > Na minha opinião, Washington, são lendas diversas.
> A
> > da Melusina seria a humanização do casamento e
> > divorcio entre o rio (o rio Marne) e as florestas
> ~a
> > sua margem (Raymondin des Forêts > de Forez). A
> água,
> > o rio, é um símbolo antigo de fertilidade.
> >
> > No caso da Dama do Pé de Cabra, esta é o Mistério
> da
> > Mulher (Das Ewigweibliche / zieht uns hinan),
> visto
> > como diabólico.
> >
> > fa
> >
> >
> > --- Washington Marcondes Ferreira
> > <> escreveu: > Caro Miguel,
> > >
> > > É realmente muito interessante o assunto. Isto
> é
> > > somente um passatempo ou
> > > está pensando em escrever algum trabalho?
> > >
> > > No Livro de Linhagens do Conde D. Pedro
> encontramos
> > > a origem dos Marinhos
> > > (título 73) e a lenda da Dama do Pé de Cabra,
> nos
> > > Senhores de Biscaia
> > > (título 9). O Mattoso trata do assunto em "A
> > > nobreza medieval portuguesa"
> > > às páginas 78-82.
> > >
> > > Ele considera estas duas lendas com origem
> comum,
> > > sendo a versão mais
> > > conhecida a da Melusina para explicar a origem
> dos
> > > Lusignan.
> > >
> > > Abraços,
> > >
> > > Washington Marcondes Ferreira
> > > Campinas SP Brasil
> > >
> > > ----- Original Message -----
> > > From: "Miguel Henriques"
> <>
> > > To: <>
> > > Sent: Quarta-feira, 15 de Agosto de 2001 08:20
> > > Subject: [PORTUGAL-L] Fadas e nobreza
> > >
> > >
> > > >
> > > > Estou interessado em recolher lendas que
> conectam
> > > a nobreza com linhagens
> > > > míticas de fadas.
> > > > Eis uma delas. Segundo a crença popular a fada
> > > Melusina, filha de Elenas
> > > rei
> > > > da Albânia, transformava-se em serpente
> (outros
> > > dizem em sereia) todos os
> > > > sábados, para expiar a morte do seu pai.
> > > > Casou-se com Raymondin, conde de Poitiers;
> tendo
> > > sido vista pelo marido
> > > > durante a metamorfose foi desde então fechada
> num
> > > subterrâneo do castelo
> > > de
> > > > Lusignan.
> > > > Salvo erro, a família de Lusignan adoptou no
> > > escudo de armas a figura de
> > > uma
> > > > sereia, aludindo com orgulho a esse facto. Já
> não
> > > sei se li algo "a
> > > propos"
> > > > disso no "À la Recherche du Temps Perdu" de
> > > Proust. Livro que também fala
> > > > longamente das 3 Graças Esotéricas ( que Mr.
> de
> > > Charlus representava na
> > > > íntegra), o luxo, a nobreza e a perversão.
> > > > Gostava de saber se esse rei, Elenas, da
> Albânia
> > > existiu, se é mítico, ou
> > > > foi posteriormente mitificado.
> > > > Como é sabido Faery significa belo, além de
> > > justo. Na Irlanda, terra por
> > > > excelência de "faeries", existe a vaga crença
> que
> > > algumas famílias nobres,
> > > > anteriores à invasão anglo-normanda,
> descenderiam
> > > do povo das fadas.
> > > > Na Torre do Yeats (como em tantos outras
> torres e
> > > castelos, sobretudo
> > > depois
> > > > de certo romantismo e seu "parti-pris" pelo
> > > "gótico") vagueava um
> > > guerreiro
> > > > imemorial, que fecundava o espírito do bom do
> > > William. Cruzava-se com ele
> > > > nas apertadas escadas de pedra, em espiral
> (que
> > > lembram as voltas do DNA).
> > > > Não tive o prazer de o ver nem sei que tipo de
> > > efeitos produziu na
> > > > descendência.
> > > > Noutro tipo de descendência de seres
> excepcionais
> > > e fatídicos,
> > > descendência
> > > > desta feita "dark", temos o famoso Conde
> Drácula
> > > da Transilvânia. Drácula=
> > > > Drakkul (Dragão) com incontornável apetência
> por
> > > hemoglobina, que o levava
> > > a
> > > > periódicas transformações em vampiro, para
> depois
> > > fazer o que se sabe com
> > > > jovens virgens, de preferência.
> > > > Em Itália há uma família (não me lembro agora
> do
> > > nome) que reivindica ter
> > > a
> > > > sua origem no próprio Baco. Evohé!
> > > >
> > > > Na esperança que o próprio Baco volte para
> entre
> > > outras coisas fazer
> > > baixar
> > > > o preço escandaloso dos nossos bons vinhos ( e
> > > expulsar os vendilhões do
> > > seu
> > > > templo),
> > > >
> > > > Anticipadamente grato por quaiquer informações
> e
> > > comentários,
> > > >
> > > > Miguel de Castro Henriques
> > > >
> > > >
> > > >
> > > >
> > > >
> > > >
> >
> >
> >
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